Publicado em: 10/04/2019

Vacinação contra a gripe: “Prevenir é melhor do que remediar”

Zilá Breitenbach
Deputada Estadual e Presidente da Comissão de Saúde da ALRS

Nesta semana iniciou a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A imunização distribuída gratuitamente pelo SUS nesta primeira etapa é prioridade para crianças de até seis anos de idade e gestantes. A partir do dia 22 de abril também estará disponível para os demais grupos prioritários. 

 
A vacina contra a gripe protege contra o vírus Influenza e é considerada totalmente segura, não trazendo nenhum risco à saúde, ao contrário dos boatos por vezes disseminados pela internet. Inclusive, o próprio Ministério da Saúde prevê um enfrentamento a estas informações falsas em sua comunicação. De qualquer forma, compartilhar este tipo de desinformação é uma imensa irresponsabilidade. Vacinas são seguras e salvam vidas. Por isso, fica o alerta aos pais e responsáveis para manterem em dia o calendário vacinal.
 
Sempre defendi mais investimentos na prevenção pois acredito que direcionar recursos para medicina preventiva contribui para a redução dos custos na medicina curativa. Portanto, o planejamento estratégico das políticas públicas de saúde é fundamental para otimizar os resultados.
 
Temos acompanhando em nível federal uma reorganização da saúde com algumas ações como o funcionamento em horário prolongado de unidades que tenham equipes de Estratégia de Saúde da Família, e a criação da Secretaria Nacional de Atenção Básica à Saúde. É prevista também a implantação de um atestado eletrônico de vacinação.
 
Mas se de um lado os governos devem fazer a sua parte disponibilizando de forma eficiente os serviços à população, por outro lado deve haver uma mudança na mentalidade da sociedade. Seja através de exames preventivos, mas principalmente com a vacinação, o fato é que teremos uma saúde pública de melhor qualidade se dermos mais importância à prevenção.
 
Afinal, “a ciência poderá ter encontrado a cura para a maioria dos males, mas não achou ainda o remédio para o pior de todos: a apatia dos seres humanos”, já dizia a Helen Keller.