Publicado em: 19/09/2019

Setembro Azul: Mês dos Surdos-  A URI/FW possui uma intérprete de língua de sinais e a disciplina de LIBRAS

DISCIPLINA DE LIBRAS

A implementação do ensino de Libras na Universidade como disciplina curricular encerrou um ciclo de desvalorização e abriu novas possibilidades para um ensino inclusivo e aprendizado sobre a Língua de sinais. Iniciou-se um novo currículo que foi construído em bases pertinentes ao ensino de uma língua natural, incluída nos currículos, como disciplina. O intuito da disciplina, ministrada pela professora Vanice Hermel é promover uma formação acadêmica sob uma perspectiva da inclusão, desmistificando e contrariando a falsa lógica que diz que as minorias, obrigatoriamente, devem adaptar-se à maioria. O momento atual requer um pensamento à frente, disposto a encarar dificuldades no intuito de desenvolver uma prática pedagógica diferente.

O INTÉRPRETE DE LIBRAS NA UNIVERSIDADE

A legislação representou um passo fundamental no processo de reconhecimento e formação do profissional intérprete de língua de sinais, bem como, sua inserção oficial no mercado de trabalho. O decreto nº 5626/2005 que regulamenta a Lei n º 10.436/2002, que dispõe sobre o reconhecimento da língua brasileira de sinais da pessoa surda e seu direito de comunicar-se em Libras. O trabalho de intérprete desenvolvido pela Helen Cristine Milani na URI/FW teve início no mês de março de 2011. O intérprete é aquele que tem o papel de intermediar a comunicação entre o idioma do emissor ao idioma do receptor e possibilitar tanto ao emissor quanto ao receptor entender e ser entendido nas nuances de suas respectivas línguas. Um intérprete de Libras executa o mesmo processo na interpretação em língua de sinais. Contudo, a modalidade espacial-visual é fator que torna ainda mais complexa a interpretação, pois implica em um processo mental que opera a compreensão e a apropriação da mensagem em sua língua na modalidade oral e um mecanismo para organização e efetuação da interpretação na língua espacial-visual.

Compete ao intérprete estar atualizado em relação às nuances e dinâmica da língua alvo, ser ativamente participante na equipe de profissionais, sendo o profissional a ser consultado no que compete à interlocução para a Libras e para efetivar a comunicação entre surdos e ouvintes. Não compete ao intérprete de Libras a função de educador, ainda que execute a interpretação no espaço de ensino, seja em nível básico ou superior, compete a ele a interlocução e a busca de subsídios, referente à língua de sinais, para desempenhar a tarefa de estabelecer a comunicação entre surdos e ouvintes.