Publicado em: 24/07/2018

Operação barra crescimento de facção e prende 45 no RS

POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil barrou o avanço e expansão da facção criminosa Os Manos, oriunda do Vale dos Sinos, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. A operação Andróid, que combateu o tráfico de drogas em 22 cidades do Estado, terminou com a prisão de 45 pessoas relacionadas a uma organização criminosa que comandava o comércio de entorpecentes de casas prisionais.

A ofensiva, que teve apoio da Brigada Militar (BM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cumpriu mandados judiciais em Santo Augusto, Coronel Bicaco, Redentora, Campo Novo, Tenente Portela, Três Passos, Crissiumal, Independência, São José do Inhacorá, Três de Maio, Ijuí, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Carazinho, Lagoa Vermelha, Lajeado, Dois Irmãos, Campo Bom, Montenegro, Novo Hamburgo, Charqueadas e Santiago, além de Florianópolis, em Santa Catarina.

A investigação teve início em julho de 2017 com a Delegacia de Polícia Regional de Três Passos, que decidiu criar uma força-tarefa para desmantelar complexas ações de tráfico de drogas e crimes de homicídios. Ao longo do trabalho investigativo foram realizadas 62 prisões de criminosos, incluindo gerentes locais e regionais do tráfico de drogas.

Responsável pela coordenação do trabalho policial, o delegado Vilmar Alaides Schaefer considerou o narcotráfico como “em larga escala” na região. “Essa organização criminosa tomou o controle territorial de vendas de drogas em toda a região Celeiro”, enfatizou.

Disputa de territórios e ajustes de contas 

Conforme os investigadores, foi apurado que as lideranças da organização criminosa comandavam e gerenciavam o narcotráfico na região Noroeste do Estado, controlando desde o transporte e fracionamento dos entorpecentes, entrega das drogas aos gerentes regionais e locais, incluindo ainda as vendas para usuários

Segundo a Polícia Civil, as drogas enviadas à região Noroeste eram oriundas do Vale dos Sinos. Em cada cidade, os traficantes locais abriam bocas de fumo. A chegada da facção criminosa foi marcado por intensa disputa de territórios de tráfico e ajustes de contas.

CORREIO DO POVO