Publicado em: 11/06/2018

Dor Crônica: há solução?

Dr. Diego Cassol Dozza Especializado em Neurocirurgia – CRM 27281
Clínica Neurovasc
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Muitas doenças causam dor crônica que pode ser incapacitante para algumas pessoas. E mesmo com o avanço das medicações do tratamento convencional não conseguem uma melhora satisfatória de seus sintomas. Uma das causas mais comuns de dor crônica intratável é o câncer. O paciente muita vezes necessita de doses elevadas de morfina para conseguir alívio dos sintomas.

Muitos estudos clínicos têm mostrado que a utilização da infusão intratecal das medicações através de bombas de infusão implantáveis tem apresentado melhora significativa no controle das dores e com menos efeitos colaterais, pois utilizam doses menores das medicações. Este é um tratamento no qual um cateter é colocado dentro da coluna do paciente (mais precisamente no espaço subdural, onde há o famoso “líquido da espinha”) e é conectado sob a pele com a bomba infusora (tipo um “marcapasso”) que fica implantada no abdômen. Então calcula-se a dose que será liberada continuamente ou em pulsos, atuando de forma mais precisa diretamente sobre o sistema nervoso.

Um outro uso para a bomba de infusão é para a espasticidade/distonia que ocorre em casos como sequela de paralisia cerebral, AVC, trauma medular, esclerose múltipla. Nesses casos a medicação utilizada é o baclofeno intratecal no qual a dose é muito inferior a utilizada pela via oral e com potencial de ação e efetividade muito maior, permitindo controle da espasticidade com redução das dores causada por ela, cãibras, melhora da contratura para a realização da fisioterapia dentre outros.

Outra forma de tratar a dor, no caso a chamada dor neuropática, como a que ocorre em paciente com problemas de coluna (dor que não melhora após cirurgia da coluna, lesão de nervos) é com o neuroestimulador. Este ao invés de liberar uma substância química na coluna, libera estímulo elétrico que irá bloquear a sensação da dor. Da mesma maneira há um eletrodo que é implantado na coluna e um gerador que é implantado no abdômen. Através de pulsos de estímulos elétricos a dor é inibida.

Então após a falha terapêutica com as medicações convencionais para o tratamento da dor não há mais aquela frase “você tem que se acostumar com a dor”. Atualmente há um avanço enorme na tecnologia medicamentosa e no tratamento cirúrgico que podem auxiliar na qualidade de vida de quem convive com esse sofrimento.