Publicado em: 22/05/2020

Dia Internacional da Biodiversidade

Biodiversidade é a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, incluindo ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, além dos complexos ecológicos de que fazem parte. Compreende ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.Toda essa gama é fundamental para o equilíbrio e a estabilidade dos ecossistemas na natureza, impulsionando e diversificando os mais diferentes hábitats para o uso comercial, como as atividades agrícolas, pesqueiras, pecuárias, florestais e mais recentemente a biotecnologia.

A perda da biodiversidade

biodiversidade é uma das maiores riquezas do planeta. Além do valor econômico, possui valor científico, ético e estético. Ainda assim, a humanidade nem sempre respeita esse patrimônio. Muitos fatores do desenvolvimento industrial aceleraram a perda da biodiversidade e algumas de suas consequências são irreversíveis como a diminuição da variabilidade das espécies e, portanto, a maior vulnerabilidade diante de possíveis mudanças. No período que vai desde o ano de 1600 até a atualidade, comprovou-se a extinção de mais de mil espécies conhecidas pela ciência, entre plantas e animais. Nos últimos anos, tem havido grande interesse em se saber realmente quantas espécies se extinguem a cada ano.

Aparentemente, tem ocorrido um aumento do número de espécies desde o Cambriano até os dias atuais, apesar das grandes extinções. A grande perda de biodiversidade da atualidade faz pensar que, provavelmente, possa ocorrer a sexta grande extinção.

O que provoca a perda de biodiversidade:

  • A eliminação de seres vivos com a exploração excessiva dos recursos naturais (pesca, caça, agricultura e pecuária intensivas etc.).
  • A eliminação dos hábitats naturais de certas espécies em decorrência da urbanização ou da construção de estradas.
  • A destruição de recursos naturais ao fabricar objetos como papel, ferramentas, materiais de construção etc.
  • A contaminação dos hábitats e dos recursos alimentares de certas espécies com fertilizantes, pesticidas, emissões e vazamentos tóxicos que alteram seus processos reprodutivos.
  • A introdução de novas espécies nos ecossistemas, o que provoca desequilíbrio entre os seres nativos.
  • As mudanças climáticas.
  • O reflorestamento de extensas áreas com monoculturas de rápido crescimento.

Importância da biodiversidade

A biodiversidade é um patrimônio da humanidade, pois lhe proporciona muitos dos recursos de que necessita para sobreviver (alimentares, energéticos, farmacológicos).

Por isso, a biodiversidade se traduz para a humanidade como um valor econômico inquestionável, mas também como um valor cientifico, estético e ético.

No momento de tomar decisões sobre a exploração dos recursos biológicos deve-se ter em conta o conjunto desses valores, e não só o seu aspecto produtivo.

  • O valor científico. Conhecendo melhor o funcionamento dos ecossistemas e dos seres vivos, poderia se adotar o uso racional dos recursos biológicos.
  • O valor ético. As pessoas devem respeitar a natureza. Devem-se evitar as ações humanas que coloquem em perigo os seres vivos e que não levem em conta a preservação dos recursos para as futuras gerações.
  • O valor estético ou recreativo. Os passeios e as excursões também representam um bem oferecido pela natureza

Biodiversidade brasileira

No Brasil se encontra uma megadiversidade biológica, que abrange diferentes ecossistemas e faixas de transição ou fronteiras zonais com espécies exclusivas dessas zonas. Não por acaso, o país sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992.

A disposição dessa diversidade brasileira forma um grande patrimônio natural, em que se destacam os ecossistemas costeiros, a Mata Atlântica, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e a Amazônia.

Proteção da biodiversidade

Há muitas espécies animais e vegetais que se encontram em perigo de extinção, ou seja, correm o risco de desaparecer.

As intervenções para a conservação de espécies podem ser variadas. Na maioria dos casos bastaria proteger e conservar os ecossistemas em que vivem os animais e as plantas ameaçados (conservação in situ), mas, em outros, essa forma de proteção é problemática. Outras soluções são a reprodução em cativeiro ou a aplicação de técnicas de biotecnologia (conservação ex situ).

Atualmente numerosas organizações se encarregam de conscientizar a opinião pública e alertar os governos sobre a necessidade de proteger essas espécies.

  • A conservação in situ é posta em prática com a conservação de áreas mais ou menos extensas, desde as Reservas da Biosfera e os hotspots até as reservas locais para espécies individuais, incluídos os Parques Nacionais.
  • A conservação ex situ propõe a manutenção das espécies ameaçadas fora de seu hábitat natural, em lugares como centros de pesquisa, parques zoológicos, estufas e bancos de sementes.