Publicado em: 06/01/2021

Corsan investe para garantir abastecimento de água

ASCOM/CORSAN

A chegada do verão sempre é um desafio para a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Neste ano, o natural aumento de consumo de água com a elevação das temperaturas pode ter um agravante a mais: a estiagem. Para enfrentar essa situação e repetir, se for preciso, ações emergenciais que no verão passado evitaram racionamento em todos os municípios atendidos, a Corsan vem trabalhando desde a última seca para aumentar a produção de água tratada em locais onde isso é necessário. Também tem realizado ações operacionais e administrativas pouco visíveis à população, mas importantes para manter o abastecimento.

Devido às festas de final de ano e à intensa atividade turística, as atenções se voltam para os sistemas de abastecimento do Litoral e de Canela e Gramado que, mesmo diante da pandemia, devem receber um grande contingente de visitantes, segundo previsões. No sistema integrado desses dois municípios, os investimentos chegam a R$ 90 milhões para perfuração de oito poços artesianos (elevação da oferta de água tratada em 100 litros por segundo), instalação de três estações de tratamento de água (ETA) compactas (produção de 90 litros por segundo) e construção de quatro reservatórios (elevação da capacidade de armazenagem de água tratada em 6,5 milhões de litros). A duplicação da ETA de Canela está em processo licitatório.

No Litoral Norte, onde nos últimos anos se verifica um intenso crescimento da população fixa, a Corsan segue investindo em ampliações e inovações. Em Tramandaí, por exemplo, entrou em operação o projeto ETA 4.0, sistema que automatizou as análises e o controle de parâmetros de potabilidade, possibilitando maior segurança na operação e redução de custos. Além disso, a empresa instalou três estações de tratamento de água compactas, com capacidade para 90 litros por segundo.

Com o mesmo objetivo, foram instaladas ETAs compactas em Nova Petrópolis e Garibaldi, com capacidade para 30 litros por segundo. Nesses municípios, houve um grande empenho para manter o abastecimento sem racionamento durante a última estiagem.

A empresa também executou diversos trabalhos de desassoreamento de barragens e limpeza de vegetações flutuantes, destacando-se essa atividade na barragem do Lajeado da Cruz, em Cruz Alta, e a remoção do lodo do fundo do canal adutor de Rio Grande.

PRINCIPAIS MELHORIAS POR REGIÃO

• Região Metropolitana e Vale do Sinos

Todas as cidades da Região Metropolitana receberam ações operacionais com a substituição de redes de água antigas, melhorias nas captações e em reservatórios, bem como a troca de bombeamentos.

No Vale do Sinos, entrou em operação a nova ETA de Três Coroas, que atende também a Igrejinha. A captação de água bruta no Rio do Sinos, em Campo Bom, elevou a produção de 580 para mil litros por segundo, beneficiando ainda Estância Velha, Portão e Sapiranga.

• Serra e Vale do Taquari

Na região da Serra, pelas características do relevo, muitas cidades captam em barragens que, durante o período de estiagens, sofrem com a baixa dos níveis dos mananciais. Para minimizar essa situação, foram realizadas dragagem de diversas barragens em Bento Gonçalves, Bom Jesus, Cambará do Sul e Fontoura Xavier, além de perfurados poços artesianos em Antônio Prado, Bento Gonçalves, Garibaldi, Nova Araçá, Nova Roma do Sul e Veranópolis.

No Vale do Taquari, entrou em operação um poço artesiano em Estrela, que elevou a produção em 30 mil litros por hora, e outro no município de Itapuca.

• Planalto e Missões

Erechim, graças ao investimento na transposição do Rio Cravo à barragem do Arroio Ligeirinho, tem o abastecimento normal em períodos de estiagem.

Em Passo Fundo, foi operacionalizada uma adução do reservatório do Lago da Pedreira e outra no Rio Jacuí.

Em Frederico Westphalen, foram trocados os grupos motor-bomba que elevaram a produção do sistema em 38 litros por segundo.

Na região das Missões, além das substituições de redes e da implementação do programa de busca de vazamentos invisíveis, várias cidades foram beneficiadas com novos poços artesianos que elevaram a oferta de água tratada.

• Região Sul

Na região, uma das mais castigadas na última estiagem, foram realizadas ações que possibilitaram a manutenção da regularidade do abastecimento e que terão reflexo num possível quadro de nova seca nas próximas semanas.

A Corsan colocou em operação uma captação para Capão do Leão e utilizou captações emergenciais que poderão ser acionadas novamente em Canguçu e Morro Redondo.

A importância da integração das atividades do saneamento fica evidente com a captação de água em caminhão pipa em Pedro Osório, no Rio Piratini, para atender aos municípios vizinhos de Pinheiro Machado, Capão do Leão e Canguçu. Várias prefeituras solicitaram esse serviço para atender moradores de zonas rurais.

• Região Central e Fronteira Oeste

Na Região Central, Santa Cruz do Sul é uma das cidades que têm recebido uma grande atenção. Diante das características de crescimento, há poucos dias foi publicada uma licitação para construção de uma nova estação de tratamento de água. Enquanto essa obra não começa, não pararam as melhorias no sistema de abastecimento, como a perfuração e aproveitamento de poços artesianos, a substituição de redes, a construção de um novo reservatório com capacidade para 2 mil m³ e a ativação de uma pré-captação no Rio Pardinho para suprir o Lago Dourado.

Também foram executadas obras nas captações de Cachoeira do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo.

Em Santa Maria, há monitoramento constante do sistema como um todo, bastante complexo, com atenção especial às barragens que atendem à zona urbana.

• Fronteira Oeste

A Corsan fez melhorias nas captações de água bruta de Barra do Quaraí, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguari, Lavras do Sul, São Borja e Santiago, o que vai se refletir neste verão.

O programa de buscas de vazamento invisíveis é referência nas cidades da região, destacando-se em Alegrete e Quaraí.