Publicado em: 18/06/2020

Caso Rafael: Reconstituição do crime ocorre nesta quinta-feira a partir das 18h em Planalto

A população de Planalto vive um clima de expectativa quanto ao desfecho final das investigações do caso da  morte do menino Rafael Winques, que desapareceu no dia 15 de maio e o corpo encontrado 10 dias depois, em Planalto. Nesta quinta-feira,18, a partir das 18h ocorre em Planalto norte do Rio Grande do Sul, a reconstituição do crime. Alexandra Dougokenski, 33 anos, mãe de Rafael, principal acusada do crime, além do outro filho, de 17 anos, devem participar da reconstituição.

Segundo a chefe do IGP, Heloísa Helena Kuser a reconstituição é uma perícia complexa, sem ter hora para acabar. O objetivo do trabalho é avaliar se a versão dada pela mãe é real. — É um trabalho que depende de muita leitura de todos os depoimentos e estudo de todos os laudos já elaborados. A perícia é uma busca de vestígios e provas. E isso vai demorar quanto tempo o perito achar necessário até responder todos os quesitos levantados. Pode ser que o trabalho vá até a madrugada. Tudo é feito conforme as versões. É um processo lento — diz.

A chefe da Polícia Civil do estado, Nadine Anflor, afirma que a polícia quer evitar aglomerações, garantir a segurança da população, da Alexandra. Um ônibus da Polícia Civil, que funciona como sala móvel, estará no local para apoio tático. O isolamento da área terá apoio da Brigada Militar.

Caso

Na manhã do dia 15 de maio, Alexandra Dougokenski, mãe de Rafael Mateus Winques, de 11, anos, disse à polícia que o filho havia desaparecido de casa durante a madrugada. Depois de dez dias de buscas, Alexandra confessou que matou o filho. Em depoimento ela alega que deu dois comprimidos ao menino, porque ele estaria muito nervoso, mas que não pretendia matá-lo. Ao perceber que Rafael não respirava, a mulher diz que teria decidido esconder o corpo, que foi encontrado na casa ao lado da residência da família, dentro de uma caixa, com as mãos e pés amarrados e uma corda em volta do pescoço, além de ter o rosto coberto por uma sacola de pano. Alexandra Dougokenski está presa de forma temporária no Presídio Feminino de Guaíba, na Região Metropolitana.